Reformando os Sistemas Operacionais de um Microcomputador da USP.


Autoria de Alberto Federman Neto, albfneto

Atualização: 23 de Julho de 2016.

A . INTRODUÇÃO E HISTÓRICO DO PROBLEMA:

Algumas pessoas sabem, Trabalho na USP, FCFRP. Na faculdade, uso  um AMD Phenon Bulldozer, com 8 núcleos e 16 Giga de RAM. Boa máquina, alta performance.

Assim como eu estou acostumado a fazer,  todos os meus computadores são sempre configurados para serem Estações de Trabalho, com várias Distribuições Linux.

Houve a queima da  fonte desse Phenon, e a USP trocou a fonte, por uma Sentey de 750 Watts.

Ocorreu que a partição Raiz do Sabayon principal, no dia da queima da fonte, foi irremediavelmente corrompida e não funcionou mais….

B . REARRANJANDO AS PARTIÇÕES:

Como também haviam partições quase cheias, resolvi , redimensionar as partições e trocar alguns dos Sistemas Operacionais.

Primeiro, fiz um Backup dos meus Arquivos pessoais,por um procedimento fácil, que publiquei aqui.

Eu tinha no computador, junto do Sabayon principal (1) , um Sabayon de testes (2), um OpenSUSE velho (3) e um Calculate (4), também velho. Além disso, eu tinha pouco espaço na partição /home do Sabayon de Testes.

Usando a versão mais recente (disponível na época) do Gparted Live CD (Viva o Linux, Dica submetida), deletei a partição do Calculate Linux velho, do OpenSUSE velho e do Sabayon principal (mantendo porém a /home dele, não corrompida).

C . REDIMENSIONANDO O SABAYON DE TESTES:

Moví as partições Raiz e /home do Sabayon de Testes (2) (que claro, após a corrupção, era então o SO principal e o único Linux utilizável) e as redimensionei, aumentei, deixando elas ocuparem o espaço que era das partições do velho Calculate (4).

D . INSTALANDO O OPENSUSE LEAP 42.2:

No lugar do antigo OpenSUSE Tumbleweed velho (3), instalei um novíssimo OpenSUSE Leap, 42.2, Development (é o OpenSUSE de desenvolvimento, a ser lançado futuramente) (5). Não mantive a /home dele , já a tinha removido (Veja B).

Notei certas características interessantes no novo OpenSUSE. Ele, por default, detecta bem os espaços não alocados e sugere fazer uma partição Raiz em btrfs e uma partição /home em XFS. Na btrfs, ele grava várias sub-partições e ainda faz “snapshots”,que funcionam como se fossem os “pontos de restauração” do windows, permitindo retornar o OpenSUSE a estados anteriores à atualização. Além de tudo isso, automático, detecta e aproveita a Swap do sistema.

Notei também nessa, e em outra instalação de OpenSUSE (um Notebook) (Viva o Linux Artigo submetido), uma outra característica interessante. Ele grava o Grub na MBR ou na partição de /boot do Linux, e sempre funciona, e reconhece todos os SOs do micro.

O reconhecimento de rede é perfeito…. detectou que minha rede  da USP tem IP e DNS fixos, “desligou” o DHCP e abriu a janela para colocar o IP, os DNS e o Gateway.

Tá de Parabéns o Time e a Comunidade OpenSUSE, belo trabalho!

Observação:  Foi instalado o 42.2 Alpha 1, mas já na data em que este Artigo foi escrito, o OpenSUSE 42.2 já estava atualizando para o 42.2, Alpha 3

E. REINSTALANDO O SABAYON PRINCIPAL:

No espaço onde antes estava a partição Raiz danificada, corrompida, do Sabayon Principal (1) instalei a mais nova “Daily Build” do Sabayon 16.8, Development, com KDE (6) Esse é o Sabayon do Futuro, a ser lançado, sucessor da versão corrente, 0 16.7.

Ao configurar as partições, tomei o cuidado de remontar a /home e o swap, refazer os pontos de montagem, para faze-lo reconhecer a /home “dele”, isto é não misturar com as partições de usuário do OpenSUSE (5) e do Sabayon de Testes (2).

Após isso tudo, o Grub do Sabayon principal, reconheceu o Windows, o OpenSUSE e o Sabayon de Testes (Este como tipo Gentoo). Todos os SOs bootáveis e reconhecidos!

Editei e salvei esse Grub, como costumo fazer. Isso porque tanto o Sabayon  como esse OpenSUSE (configurado como eu fiz), são Rolling Release. Quando eles trocarem o Kernel, regravarão o Grub e minhas configurações e o Plymouth, poderão ser sobrescritos.

F . COMO FICARAM AS PARTIÇÕES?

Este Artigo está sendo escrito no Boot do novo Sabayon Principal (6). Nele, vejam a imagem (é do partitionmanager, um equivalente KDE do gparted):

Estação de Trabalho, Phenon Bulldozer, com múltiplas Distros.
Estação de Trabalho, Phenon Bulldozer, com múltiplas Distros.

Vejamos então, como ficaram as partições:

sda1, NTFS, é o Boot do Windows.

sda2, NTFS, é o velho Windows Seven que veio com o micro. Todos os Windows da USP são comprados, são originais. Quase não uso, mas não posso tirar.

sda3-sda4, Partição Estendida, e dentro dela:

sda8 é a Swap de todos os Linux. Está grande, o dobro da RAM. Deixei assim porque quando o espaço do Sabayon de Testes estava pequeno, tive problemas com a RAM, que enchia e a swap, também.

sda11, ext4. é a Raiz do Sabayon Linux principal (6).

sda5, XFS, é /home desse Sabayon principal. (sempre uso /home separadas, gosto).

sda9, btrfs, é a Raiz, / do OpenSUSE (5). As sub-partições só são visíveis no Boot do OpenSUSE.

sda10, XFS, é a /home do OpenSUSE.

sda6, ext4, é a Raiz o Sabayon de Testes (2).

sda7, ext4, é a /home do Sabayon de Testes.

Note que as antigas partições dos Linux (1) (corrompido) , (3) e (4) (linux velhos) foram removidas, e após mover e redimensionar,  substituídas pelas partições dos Linux: (6) (substituiu o (1)); (5) (substituiu o (3)), e no espaço deixado pela partição (4), removida, foram movidas e redimensionadas  as partições do Sabayon de Testes, (2).

G . OS SISTEMAS OPERACIONAIS, FUNCIONANDO:

Como o assunto do Artigo é Linux, nem vou mostrar o Boot do Windows, apenas dos Linux:

G . 1. Este é Sabayon principal, era (1) agora (6) , cuja partição Raiz foi trocada Ao menos que indicado, é onde este Artigo foi escrito.

Sabayon 16.08, Bleeding Edge, sendo devagar, configurado.

Ambiente gráfico é KDE5. Drivers de Vídeo ATI Livres, para 3D e AMDGPU (xf86-video-ati e xf86-video-amdgpu). Efeitos gráficos de Kwin, ativados.

O Tema da barra de janelas é Breeze, mas o Tema geral do Desktop é Oxygen Dark. Os ícones e o relógio analógico, são os do tema.Os Monitores são Widgets de Plasma.

O papel de Parede, em Roxo, eu fiz (a anos atrás) de uma imagem em azul, com Inkscape, baseado num papel de parede dos antigos Sabayon 5 e Sabayon 6  Eu fornecí esse papel de parede ao Wolfden, um dos desenvolvedores do Sabayon, que o coletou:

Sabayon, Wallpapers.

Sabayon Principal, aberto em KDE5.
Sabayon Principal, aberto em KDE5.

G . 2. Este é o Sabayon de Testes (2), apenas redimensionadas as partições. Originalmente, era um Sabayon 13, mas atualizado até o nível Bleeding Edge do Sabayon 16.08.

Ambiente gráfico é o MATE, com dois painéis. Drivers de Vídeo são os mesmos do Sabayon Principal. Compiz instalado e com efeitos 3D e cubo, ativados. O Tema da barras de janelas é o Slate Horn Red do decorador de janelas Emerald. o Papel de Parede é o sabayonlinux.png do Sabayon versão 16.04, feito por Mudler, Itália e disponível no diretório /usr/share/backgrounds.

Outros papéis de Parede de Sabayon, 1.

Outros Papéis de Parede de Sabayon, 2.

Tela capturada e postada no próprio Sabayon de Testes:

Sabayon de Testes, sessão aberta em MATE, com Compiz.
Sabayon de Testes, sessão aberta em MATE, com Compiz.

Este é o mesmo Sabayon, mesmo Boot, mas agora a Sessão aberta em KDE com Kwin (tem múltiplos ambientes gráficos, também). O Monitor é Gkrellm. O esquema de côres dele é Blue_hearth_Gkrellm . Esquema de côres do tema KDE é o Joy Green, Red Purple colors, modificado:

Sabayon de Testes, agora a Sessão aberta em KDE.
Sabayon de Testes, agora a Sessão aberta em KDE.

G . 3. Finalmente, no mesmo computador, Boot do OpenSUSE  Leap 42.2 (5), que substituiu o velho OpenSUSE Tumbleweed (3). Sessão aberta em KDE. Mesmos drivers de vídeo, efeitos de Kwin ativados.

O Tema das barras de janelas  e dos Ícones é o Oxygen, mas a côr azul das barras foi trocada para verde.

O Tema padrão e o Papel de Parede são os do OpenSUSE mesmo. A letra K do Menu K, foi trocada para este ícone do camaleão.

Tela capturada e postada no OpenSUSE:

OpenSUSE Leap 42.2, sessão aberta em KDE, com efeitos de Kwin.
OpenSUSE Leap 42.2, sessão aberta em KDE, com efeitos de Kwin.

H . CONCLUSÃO:

A estrutura das partições dos Sistemas Operacionais de um micro da USP, onde trabalho, foi redimensionada e em parte restaurada.

O resultado é um computador, estação de trabalho, de alta performance,  para uso de múltiplos sistemas Operacionais,  AMD Phenon Bulldozer, 8120, 64 Bits, com 16 Giga de RAM e 8 núcleos,

Contendo os seguintes sistemas operacionais em boot múltiplo:

Windows 7; Sabayon 16.08 como SO principal, Outra instalação de Sabayon, mesma versão, como SO de testes e OpenSUSE Leap 42.2.

I . AGRADECIMENTOS:

O Autor agradece à Universidade de São Paulo e à Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, pelo fornecimento e facultar o uso desse equipamento patrimoniado e por disponibilizar vasta estrutura computacional e de rede, que tornaram este Artigo fácil de ser elaborado.

Em  Especial, agradece ao funcionário da Sessão de Informática da FCFRP, Sr. Alessandro Cantolini, pela substituição da fonte do computador e ao Técnico do meu Laboratório de Síntese de Fármacos, Sr. José Luiz Capellaro, pelo suporte técnico.

 

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3 comentários sobre “Reformando os Sistemas Operacionais de um Microcomputador da USP.

  1. Guilherme Xavier disse:

    Excelente artigo, gostei muito dos detalhes e da forma como foram descritas todas as etapas. Estou na eminência de realizar este processo mas confesso estou sem tempo.
    Minha realidade é um pouco diferente pois possuo 2 hds um ssd mas acredito que a essência do artigo ira me ajudar.

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  2. No Link que cito no início desse Artigo, já fiz no micro de casa, onde tenho 2 HDDs. também funciona. Apenas, para facilitar, jumpeie no hardware o HD de boot dele, como master e o outro como slave, e mesmo os linux no outro HD, grave no GRUB na MBR do HD DE BOOT, é mais fácil.
    atenção se vc tiver UEFI, Boot Seguro ou GPT, por que é diferente.
    quando este micro Phenon foi comprado pela USP, para mim, já existia UEFI. Eu não quiz, pq sabia que eu ia usar múltiplos sistemas operacionais.

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  3. Uma brincadeira a parte…é engraçado chamar o openSUSE Tumbleweed de velho….como se trata de uma versão Rolling Release ela é sempre nova….rsrsrsrsr. Mas entendi o conceito. Belo artigo. Mais um ótimo trabalho seu.
    Abraço!

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